23/09/2025 - UBS Aquiles
Objetivos: Promover reflexão e sensibilização sobre a violência obstétrica no contexto dos serviços de saúde, destacando a importância do atendimento humanizado, do respeito à autonomia das mulheres e da garantia de seus direitos. A experiência também buscou ampliar a compreensão dos participantes sobre a necessidade de identificar, prevenir e enfrentar práticas de desrespeito e violação no cuidado obstétrico.
A experiência vivenciada na oficina sobre violência obstétrica, realizada na UBS Aquiles em 23 de setembro de 2025, constituiu-se como um importante espaço de reflexão, sensibilização e formação sobre um tema fundamental para a qualificação do cuidado em saúde. Inserida nas atividades do PET-Saúde UEL, a ação possibilitou discutir práticas, condutas e discursos que podem violar os direitos das mulheres durante o pré-natal, parto, nascimento e puerpério, reforçando a necessidade de um atendimento mais ético, humanizado e baseado no respeito à autonomia
A vivência foi especialmente relevante por ocorrer no contexto da atenção primária à saúde, espaço estratégico para a promoção de orientações, acolhimento e fortalecimento do cuidado integral à saúde da mulher. A discussão sobre violência obstétrica na UBS permitiu refletir sobre o papel dos profissionais de saúde na prevenção dessas situações, na construção de vínculos de confiança com as usuárias e na promoção de uma assistência centrada na escuta, no respeito e na dignidade.
A oficina favoreceu a compreensão de que a violência obstétrica não se restringe a agressões explícitas, mas também pode se manifestar por meio de falas desrespeitosas, negligência, imposição de procedimentos sem consentimento, omissão de informações e desconsideração das necessidades físicas e emocionais da mulher. Nesse sentido, a atividade contribuiu para ampliar o olhar dos participantes sobre a importância de reconhecer essas práticas no cotidiano dos serviços de saúde e de enfrentá-las como expressão de desigualdades e violações de direitos.
Assim, a experiência mostrou-se relevante não apenas pelo conteúdo abordado, mas também por estimular uma postura profissional mais crítica, empática e comprometida com a humanização da assistência. A oficina reforçou que o enfrentamento à violência obstétrica exige formação contínua, escuta qualificada e compromisso com práticas de cuidado que respeitem a autonomia, a integridade e os direitos das mulheres.