11/07/2025 - Sala de Eventos - CECA
Objetivo: Vivenciar e refletir sobre a importância da acessibilidade digital na produção e divulgação de conteúdos, compreendendo recursos como legendagem, audiodescrição e texto alternativo em imagens como estratégias fundamentais para promover inclusão, ampliar o acesso à informação e fortalecer a equidade nos contextos acadêmico e da saúde.
A Oficina de Acessibilidade Digital constituiu-se como uma experiência formativa de grande relevância para a compreensão da inclusão no ambiente virtual, especialmente no contexto universitário e dos serviços de saúde. Realizada em 11 de julho de 2025, na Sala de Eventos do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) da Universidade Estadual de Londrina, a atividade integrou as ações do PET-Saúde Equidade, projeto desenvolvido em parceria entre a UEL e a Autarquia Municipal de Saúde de Londrina.
A proposta da oficina surgiu diante da necessidade crescente de promover a acessibilidade digital como dimensão essencial do direito à informação e à participação social. Em um cenário no qual redes sociais, plataformas digitais e materiais online ocupam papel central na comunicação institucional, acadêmica e em saúde, discutir acessibilidade torna-se indispensável para enfrentar barreiras que ainda limitam o acesso de pessoas com deficiência visual, auditiva ou cognitiva. A própria divulgação da oficina destacou que muitos conteúdos digitais ainda desconsideram essas necessidades, perpetuando exclusões e desigualdades.
Durante a atividade, foram trabalhados conteúdos práticos e conceituais relacionados à produção de materiais digitais acessíveis. Entre os temas abordados estiveram a inserção de legendas em vídeos, a audiodescrição e o uso adequado de texto alternativo em imagens, recursos fundamentais para ampliar a compreensão e o alcance das informações produzidas em meios digitais. A oficina, portanto, não se restringiu à transmissão de conhecimento técnico, mas estimulou uma reflexão crítica sobre comunicação, cidadania e garantia de direitos.
Como experiência, a oficina mostrou que a acessibilidade digital não deve ser entendida apenas como recurso complementar, mas como princípio orientador da produção de conteúdos. Esse entendimento foi especialmente significativo por envolver participantes inseridos em áreas diretamente relacionadas ao cuidado, à educação e à comunicação pública. No campo da saúde, a linguagem acessível e os recursos inclusivos têm impacto direto na promoção do acesso à informação, no fortalecimento da autonomia dos sujeitos e na ampliação da participação social. A divulgação institucional da atividade ressaltou justamente que, no contexto universitário e dos serviços de saúde, comunicar-se de maneira acessível é fundamental para garantir direitos e qualificar o acesso aos serviços.
Outro aspecto importante da experiência foi o seu potencial de sensibilização. Ao tratar a acessibilidade como prática cotidiana e responsabilidade coletiva, a oficina favoreceu a ampliação do olhar dos participantes sobre as barreiras presentes no ambiente digital. Muitas vezes, recursos como legenda, descrição de imagens e organização clara das informações são vistos como detalhes técnicos; no entanto, a vivência formativa evidenciou que tais elementos são decisivos para tornar a comunicação efetivamente inclusiva. Assim, a oficina contribuiu para deslocar a discussão da lógica da adaptação pontual para a perspectiva do planejamento acessível desde a origem.
A experiência também reforçou o compromisso do PET-Saúde Equidade com ações de formação permanente e produção de materiais que articulem ensino, serviço e comunidade. Segundo a divulgação do projeto, o PET-Saúde Equidade reúne docentes, estudantes e profissionais da rede de saúde em grupos de trabalho organizados em eixos de atuação, prevendo formações e oficinas como parte de sua proposta. Nesse sentido, a Oficina de Acessibilidade Digital pode ser compreendida como uma ação concreta de promoção da equidade, ao conectar inclusão digital, educação em saúde e responsabilidade social.